A família queria uma casa que vivesse de fora para dentro, em que a piscina, a varanda e o jardim fossem extensão natural da sala, sem portas que interrompessem o fluxo.
Volumetria horizontal com beirais generosos para proteção solar. Esquadrias de vidro do piso ao teto que se abrem completamente, eliminando a fronteira entre sala e área de lazer. Piscina com borda infinita posicionada como elemento focal da fachada posterior. Paleta de pedra, madeira e concreto aparente para diálogo com o entorno.
Uma casa que muda de caráter conforme o momento, íntima e fechada no dia a dia, completamente aberta para receber.
A implantação foi decisiva: o terreno tem caimento que favorece a vista, e toda a planta foi organizada para explorar esse ângulo. A sala de jantar, a varanda gourmet e a piscina estão no mesmo eixo visual, o olhar atravessa a casa de ponta a ponta.
As esquadrias de correr se dobram nas quinas, fazendo a fachada desaparecer quando abertas. O resultado é uma continuidade espacial que não depende de truques decorativos, é a própria arquitetura que cria a sensação de amplitude.
Os beirais foram dimensionados para proteger as esquadrias da chuva e do sol do oeste, sem bloquear a iluminação natural do norte. Cada decisão estrutural tem uma consequência climática calculada.
A Casa Horizonte já passou por dois verões e um inverno com a família dentro. O que percebo, acompanhando a rotina deles no espaço, é que a fronteira entre estar dentro e fora de casa praticamente desaparece.
Esse é o melhor resultado possível.
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