Uma casa com vista maravilhosa para a cidade, mas que ainda não traduzia esse privilégio para dentro. O projeto precisava criar um interior que enquadrasse a paisagem sem competir com ela.
Madeira escura como material estruturante da identidade visual. Iluminação natural maximizada por aberturas generosas. Estética mid-century como fio condutor das escolhas de mobiliário e volumes, unindo acabamento sofisticado com linhas que não envelhecem.
Um interior com personalidade própria que coloca a vista no centro, sem precisar esconder nada para fazer isso.
A madeira escura foi a decisão que deu tom ao projeto inteiro. Ela aparece nos painéis, nos volumes de marcenaria e em superfícies que enquadram a vista sem disputar atenção com ela. Quanto mais densa a madeira, mais a paisagem do lado de fora ganha leveza por contraste.
A iluminação natural foi tratada como elemento de projeto, não como dado técnico. As aberturas foram pensadas para trazer luz em diferentes ângulos ao longo do dia, criando variações de atmosfera sem nenhuma intervenção artificial durante o período diurno.
O repertório mid-century aparece nas linhas do mobiliário e na escolha de peças que têm forma e função sem ornamento. É uma estética que conversa com a arquitetura sem submeter-se a ela e que envelhece com dignidade.
Um projeto onde a vista não é pano de fundo, é parte ativa da composição. O interior foi construído para que a paisagem tenha sempre o protagonismo, independente da hora do dia ou do ângulo de quem olha.
Gostou? Podemos conversar sobre o seu.