Uma suíte que precisava ser, ao mesmo tempo, refúgio e cenário. A iluminação natural existe, mas o projeto dependia de criar uma segunda identidade para o ambiente à noite, com luz artificial que mudasse o clima sem perder o calor.
Iluminação artificial em camadas, toda em temperatura quente, combinando faixas de LED embutidas, pontos focais e luz indireta. Madeira escura como matéria-prima principal das superfícies e volumes. Banheiro integrado ao quarto sem porta, separado apenas pelo vidro, com banheira como peça de destaque. A poltrona mole posicionada como ponto focal do quarto. Sem guarda-roupa no ambiente: o espaço foi pensado para não ter volumes fechados competindo com a composição.
Um quarto que muda completamente de atmosfera conforme a hora do dia. Cálido, sensorial e bem resolvido em cada camada de luz.
A iluminação foi o ponto de partida do projeto. Durante o dia, a luz natural entra e define o ambiente. Após o anoitecer, assume uma composição inteiramente artificial, construída em temperatura quente, sem luz branca. Faixas de LED embutidas nas sancas, pontos focais no teto e luz indireta atrás dos painéis criam profundidade sem revelar as fontes.
A madeira escura percorre o projeto nas superfícies verticais, no painel da cabeceira e nos volumes que organizam o ambiente. O banheiro, integrado ao quarto por uma parede de vidro sem porta, traz a banheira para o campo visual do quarto. Ela não está escondida, é parte da composição. A poltrona mole, generosa e envolvente, é o único convite explícito ao descanso no espaço.
Não há guarda-roupa no quarto. Essa ausência é intencional: libera as paredes, simplifica a leitura do ambiente e concentra a atenção nos elementos que de fato compõem a suíte.
Um quarto onde cada escolha tem um papel claro na experiência do espaço. Cada textura, cada volume, cada ponto de luz foi definido para compor uma atmosfera, não apenas para organizar um ambiente.
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